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essa é olga, que já foi também aurora e dalva. mas foi olga quem ficou. por algum motivo, nessa lavanderia no flamengo, nessa vida, cuidando das roupas de outras pessoas. lavando, passando, engomando, dobrando, pendurando, recebendo, entregando. e essa é a história q eu inventei pra ela porque roubei sua foto, não pedi pra tirar, simplesmente passei e peguei sem pedir licença. e ela me devolveu esse olhar, esse único segundo da sua história, de volta pra mim. é olga quem fica.
não dá pra levar nada muito a sério porque parece que são só são só sombras dançando na sua frente dançando evanescendo revirando sombra olhar fundo lodo oxigênio bar norte palavra mar saliva jogo bilhar antes era preciso estar parado jorrar jogar luz naquela pedra pétrea imutável imóvel palco da mesma dança, base, linóleo simplesmente a pedra tempo da valsa que acontece entre seus menores poros relevo marco marca d'água que escorre lambe e faz brilhar lembrar que está lá existe lá
hj o teo recusou e devolveu sonhos estragados. achei uma boa atitude. conclusão: sonhos não podem ser passados. precisam ser frescos e presentes. por isso mantenha os seus livres e arejados. e se passar da validade, devolva, troque, prepare outro.
daqueles dias em q as cigarras já cantam e o sol explode lá fora, mas ainda tem uma brisa fresca de chuva de ontem e mangas, muitas mangas, ainda verdes nos vários pés. sem sapato debaixo da mangueira q faz sombra na rede e na descida da colina q leva à rua principal, essa sim cheias de carros q deslizam em frente. não se sabe exatamente pra onde. só se sabe q é verão. e é pelo cheiro.
salão de beleza #1, 2 e 3 #comercioantigoderua (travessa dos tamoios, flamengo, rio de janeiro)
percebi pela posição do meu pescoço em relação à coluna q estava com uma tendência acentuada de baixar a cabeça e de q essa postura não era muito boa. meio q desalinhava o resto. e qdo percebi isso, da perspectiva de olhar pro chão e tudo q isso trazia ao resto do corpo, incluindo o quadril, percebi que agora era fácil sair. era só olhar em frente, na altura dos olhos, ajeitar os ombros, alinhar a cervical, esticar a coluna e respirar. e foi aí q vi um par de coisas.
quando você pensar, você escreve, me disse uma voz. o que eu sempre quis dizer pra: nós: machistas, sexistas, feministas, fundamentalistas, ativistas, arrivistas, tímidos, bêbados, loucos, tolos, líricos, bélicos, louros, e en fim (s), que gostam de a, que gostam de b, que gostam de c, de d r.fghqkergh.wltrhjrtjh/;ktnlmehnmn,.fg. que gostam. que gostam. primeiro é um xingamento atípico e não dito. tipo típico da tensão polarizante que o mundo te sopra goela a bicho. solto. e tu acredita. acre dita. bafo de búfalo. manhã de napalm. antes que me aqueça:   vá, vamos lamber um sabão e tudo que nos apeteça assim que possível. eu queria dizer que antes de qualquer coisa, nós, vós eles e tudo mais ao contrário devemos. devemos? antes de qualquer outra coisa: nos encontrar. encantar, conversar, alegrar, dançar, xingar, trocar, de time, de tímido, trepar, trepar e trepar se for o caso, gozar, em todos, desistir, errar, se dar ao luxo, se dar um lux, sair correndo, voltar...
eu gostaria de ter um disco voador q me fizesse pousar em mim, mas parece q isso não é possível.  gracias a la vida por ser tão vida, vívida.
e na impossibilidade de explicar foi lá e fez porque parecia que na matéria tempo que escorria feito rio com pedra de seixo embaixo não se sabe para onde valia fazer coisas que justamente se levassem bastante tempo pra fazer se levassem
preciso (prefiro) prefixo pés fixos  pensar q o sorriso é uma espécie de insurreição revolução
parte da coisa é acreditar nela
pra desmantelar o caos é preciso marretar a certeza (voltei pra cá porque não tenho lugar)
nos meios tempos a gente vive.

contra o foco infinito

um blog de imagens, porque às vezes fico sem palavras.