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(emil shildt)

luzes sibilantes fazem o dia amanhecer

uma das direções do vento mudou

me inclino em direção ao chão e visto o ralo

escorre nele bem crua a verdejante covardia dos tolos

chovem as razões que não querem pousar

do alto das amendoeiras caem agora as lágrimas

se espatifam no chão à procura de algum bem

alguém dedilha sílabas, compreensíveis veludos de ouvido

brilha já o céu na gota esparramada

um dia é sempre o que vem atrás do outro

Comentários

Anônimo disse…
minha linda poeta, que coisa mais linda! cada vez maior, cada vez mais simples, cada vez mais.

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quando fotografo engulo ar minha pele faz fotossíntese basta um instante é possível ser viável me revolta a doença e a morte, mas não adianta de nada quando uma árvore toca o vento existe um movimento todo dia se nasce, se morre, se vive ler alberto caieiro até parar pra pensar o outono atabaques tocavam na porta do nascimento escreveu 30K como quem foge desejava acima de tudo a força do vácuo
pra tudo quanto é lado é uma porrada de gente querendo ser compreendida ao mesmo tempo que não tá nem um pouco afim de gastar o tempo necessário pra compreender ninguém, nem mesmo alguém que se acha importante demais pra ser visto, percebido por você, que já tá de saco suficientemente cheio de não ser compreendido por ninguém e por isso precisa antes de mais nada que te compreendam e é isso aí e foda-se porque só aí, eu vou poder te olhar. ter tempo de te olhar. você aí seu babaca, pode olhar pra mim agora. a ordem da compreensão é minha. o mundo é cão. e vai te dizer: quem é você? aí você vai renascer. esquece o cara que tava falando com você. senta. respira. fuma até um cigarro. fuma dois. e vai perceber que a parada que mais quer evitar no mundo é a rigidez e o medo. o medo do caralho que enfeia as vidas, as veias e as pessoas. o medo que machuca muita gente de morte. quero um tombo bem dado e sangrante. que doa de viver. que machuque de tesão. ...