às vezes, quase sempre numa segunda-feira - embora, juro, não tem muito a ver com isso de início de semana não, nem mesmo com isso de início, inícios, embora já tivesse tido, mas agora não tem mais, o que significa que pode ser a qualquer momento até mesmo na segunda de manhã - sou assaltada por um medo desproporcional, apavorante, de tirar o fôlego, de absolutamente tudo. apavorante. angustiante, dilacerante, enorme. e a única coisa que eu consigo fazer é continuar ou enfrentar que é meio que respirar e se manter viva de alguma forma. eu não sei se isso é coragem ou covardia, eu só sei que é isso o que acontece. e o meu coração dispara.
pra tudo quanto é lado é uma porrada de gente querendo ser compreendida ao mesmo tempo que não tá nem um pouco afim de gastar o tempo necessário pra compreender ninguém, nem mesmo alguém que se acha importante demais pra ser visto, percebido por você, que já tá de saco suficientemente cheio de não ser compreendido por ninguém e por isso precisa antes de mais nada que te compreendam e é isso aí e foda-se porque só aí, eu vou poder te olhar. ter tempo de te olhar. você aí seu babaca, pode olhar pra mim agora. a ordem da compreensão é minha. o mundo é cão. e vai te dizer: quem é você? aí você vai renascer. esquece o cara que tava falando com você. senta. respira. fuma até um cigarro. fuma dois. e vai perceber que a parada que mais quer evitar no mundo é a rigidez e o medo. o medo do caralho que enfeia as vidas, as veias e as pessoas. o medo que machuca muita gente de morte. quero um tombo bem dado e sangrante. que doa de viver. que machuque de tesão. ...
Comentários
Bjs.
grande abraço,
a mesma moça