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tarja preta
sinal verde
vida amarela
um veículo que te leva por baixo
conferir o estado da caixa inventada pra viver
outro transporte que te leva por cima
sem troco pra vinte
sem nexo
sem rumo
compro um varejo
duas realidades de troco
fumo o intervalo entre as coisas
há um homem que fala uma língua estranha
troco o troco pelo trabalho do homem
hieróglifos decoram um papel dobrado em três
guardo a obra dentro do livro preferido
me dobro por dentro
vejo estrelas onde não deviam estar
a gentileza desliga o taxímetro
parte de mim é partida
outra parte é sentido
sem direção

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quando fotografo engulo ar minha pele faz fotossíntese basta um instante é possível ser viável me revolta a doença e a morte, mas não adianta de nada quando uma árvore toca o vento existe um movimento todo dia se nasce, se morre, se vive ler alberto caieiro até parar pra pensar o outono atabaques tocavam na porta do nascimento escreveu 30K como quem foge desejava acima de tudo a força do vácuo
pra tudo quanto é lado é uma porrada de gente querendo ser compreendida ao mesmo tempo que não tá nem um pouco afim de gastar o tempo necessário pra compreender ninguém, nem mesmo alguém que se acha importante demais pra ser visto, percebido por você, que já tá de saco suficientemente cheio de não ser compreendido por ninguém e por isso precisa antes de mais nada que te compreendam e é isso aí e foda-se porque só aí, eu vou poder te olhar. ter tempo de te olhar. você aí seu babaca, pode olhar pra mim agora. a ordem da compreensão é minha. o mundo é cão. e vai te dizer: quem é você? aí você vai renascer. esquece o cara que tava falando com você. senta. respira. fuma até um cigarro. fuma dois. e vai perceber que a parada que mais quer evitar no mundo é a rigidez e o medo. o medo do caralho que enfeia as vidas, as veias e as pessoas. o medo que machuca muita gente de morte. quero um tombo bem dado e sangrante. que doa de viver. que machuque de tesão. ...