11.2.09


sentindo mesmo a ausência de mim
sem ter como botar vida que seja nem papel
caçando palavras no vento
cheia, entupida de coisa que nem sei
de que jeito sair
mas tenho quase e é uma certeza

um monte de idéia, um monte de afeto, um monte de medo
um monte de tudo
que pro medo eu não quero dar nada que seja meu, então é com ele que eu brigo agora pra que depois não seja teu
porque dele se diz que tá
e é
e é sempre aí
e disso eu tenho alguma
que seja ao menos a certeza

me formar em coragem

me forjar em alguma coisa que talvez seja eu

às vezes sensação de inútil
pequena, pequena, pequeníssima, invisível
nessas horas quero também
nessas horas quero muitas horas
nessas horas quero muito você

estranho jeito de fazer aquele que te pulveriza em milhões
que te espalha pelo espaço, algum que ainda não sei
ou tomei

tomara que de mim haja alguma coisa

talvez seja melhor que de mim eu aja o que quer que possa ser
e sim, mas também não, eu sempre fui e agi e achei
e mesmo assim
que de incertezas eu sei fazer
sem temer
tomará
aquilo que é seu

o só e o seu

2 comentários:

crítico disse...

Navegando, achei esse interessante site www.naoacreditamosempropaganda.com

Ele suscita uma discussão sobre a credibilidade da propaganda expondo os dois lados da moeda (um video a favor e outro contra).
E o internauta tem a possibilidade de expressar seu ponto de vista.



É isso,
Abraços.

Anônimo disse...

"ausência de mim". Ausência de si mesmo é querer ir embora sempre, e nunca bastar.

queroimbora.blogspot.com