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Do Caulos, amigo das palavras e passarinho nada prático
Pro Caulos, citando James Lord em Um retrato de Giacometti:"Alberto (Giacometti) é antes de tudo, para mim, um amigo por quem tenho grande afeição e estima. Mas é também um grande artista. Às vezes é difícil levar em conta ao mesmo tempo os dois homens. No entanto, eles existem simultaneamente e é preciso render justiça tanto quanto possível a ambos". Se eu tivesse talento faria um belo poema. Usando as palavras do passarinho: crianças são a única coisa interessante no mundo, além das artes verdadeiras. As artes ganham, porque continuam crianças. Ele ganha porque é artista, é verdadeiro e continua criança. Sempre.

Do grande artista Caulos, uma homenagem ao grande artista Wilson Grey.

Sobre o Wilson: mais conhecido lá em cima como Wilson the White, antes de ser ator foi garçom, camelô, barbeiro, bicheiro, cientista, capanga, vampiro, caubói, motorista de praça. Tipo franzino, sempre de cabelos gomalinados, o típico malandro carioca dos anos quarenta foi recordista de participações em filmes - mais de 250 (entre curtas e longas) - e fez quase todos os papéis possíveis no cinema. Segundo ele “só nunca beijei a mocinha no final do filme". Há notícias de que em seus novos filmes, Wilson beija todas as mocinhas. Desde o início até o final.

Comentários

Anônimo disse…
Que delícia...

Viva a eterna infância...os beijinhos nos mocinhos...pra lá e pra cá...lemniscatando...

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preciso de um tanto de realidade pra que eu possa me agarrar feito uma tabuinha de salvação de mentira e não simplesmente escorrer como agora entre as frestas e as pernas do que eu quero ser e do que efetivamente está guardado pra mim porque tem gente guardando pra você lugares que você não quer e você nem sabe disso. e uma das piores coisas é quando querem negar sua existência, fingir que você não existe, te isolar num lugar em que você não incomode o outro com suas dores e desejos. e daqui a pouco a mesma ação que te isolou aparece na sua frente em forma de mão querendo te comprar com uma migalha de existência e você tem fome mas sabe que agora é preciso recusar. esquálido o esqueleto faminto dança pra disfarçar a leveza e chora lágrimas escondidas onde ninguém é capaz de visitar. essas águas são feitas de tempo e corroem os horrores para além de algum lugar em que talvez seja possível regar. a violência é pura e bruta e brota de um sorriso com a facilidade com que quer te presentea...
pra tudo quanto é lado é uma porrada de gente querendo ser compreendida ao mesmo tempo que não tá nem um pouco afim de gastar o tempo necessário pra compreender ninguém, nem mesmo alguém que se acha importante demais pra ser visto, percebido por você, que já tá de saco suficientemente cheio de não ser compreendido por ninguém e por isso precisa antes de mais nada que te compreendam e é isso aí e foda-se porque só aí, eu vou poder te olhar. ter tempo de te olhar. você aí seu babaca, pode olhar pra mim agora. a ordem da compreensão é minha. o mundo é cão. e vai te dizer: quem é você? aí você vai renascer. esquece o cara que tava falando com você. senta. respira. fuma até um cigarro. fuma dois. e vai perceber que a parada que mais quer evitar no mundo é a rigidez e o medo. o medo do caralho que enfeia as vidas, as veias e as pessoas. o medo que machuca muita gente de morte. quero um tombo bem dado e sangrante. que doa de viver. que machuque de tesão. ...